CBMRO - REALIZA ATENDIMENTO PSICOLÓGICO E DE CAPELANIA PARA A CORPORAÇÃO

O atendimento da psicóloga Marlene Menini e do capelão Valmir Muniz, ambos, funcionários civis do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, faz parte do trabalho de saúde integral implantado pelo CBMRO com o objetivo de promover e manter a saúde mental e emocional da Corporação.

Neste início de março, a psicóloga Marlene Menini realizou acompanhamento nas unidades do interior do estado. “Em Rolim de Moura, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste, foram os primeiros quartéis onde fizemos as visitas, apliquei alguns testes e questionários e fiz atendimentos individuais. Em Cacoal e Ji-Paraná fomos somente para realizar acompanhamento psicológico. Em Cacoal por exemplo, tivemos a situação do Bombeiro Militar que foi realizar um socorro em um acidente de trânsito e acabou se deparando com bandidos que tinham feito um roubo minutos antes e ele foi atingido por um tiro ”, afirma Menini. A psicóloga conta que o atendimento está disponível para todos e, em muitos casos, é solicitado pelos Comandantes de cada unidade ou pelo próprio militar. “Com a pandemia tivemos que mudar algumas ações, agora faço uma roda de conversa com um grupe pequeno. Não é possível fazer uma palestra com tema específico aquele grupo necessita, uma vez que não podemos aglomerar. Durante a visita aos quartéis, falo sempre sobre o processo do luto. Sobre sua concepção devido a perda de um ente querido. O processo de luto permeia a vida humana em todo o seu desenvolvimento. Ele é único e individualizado, ou seja, cada um tem a sua resposta para a perda de algo ou alguém significativo. Vivenciamos o luto não somente quando há a perda pelo óbito, mas por rompimento de relacionamentos amorosos, profissionais e até materiais”, acrescenta Marlene.

SEQUELAS DA COVID

Menini conta que medo de ser infectado, o isolamento social, a imprevisibilidade quanto ao tempo de duração da pandemia e suas consequências são situações que tem afetado muito a saúde mental em diferentes níveis de intensidade e gravidade. E reforça a importância de um olhar mais apurado para os Bombeiros. “Reações como irritabilidade, angústia, impotência, tristeza, e alterações de sono podem se fazer presentes. As medidas de contenção adotadas e necessárias, mudam a rotina e impactam psicologicamente e culturalmente, agravando a dor da perda e exigindo um olhar mais atento à saúde mental , dos familiares e pessoas próximas. O quanto uma pandemia como a COVID-19 pode promover um aumento da incidência de sofrimento psíquico intenso e transtornos psíquicos. Durante nosso trabalho sempre temos respostas muito satisfatórias. A conscientização pelo cuidado da suade mental é cada vez maior”, finaliza Marlene.

O Comandante Geral, Coronel BM Gilvander Gregório de Lima o trabalho é importante para a Corporação. “Fazemos um levantamento com base nesse acompanhamento da sanidade metal dos nossos militares que são diariamente submetidos a uma carga de exercícios, de trabalho, agora com a pandemia da Covid-19 e a fadiga que é consequência da doença, tudo isso somado faz com que o militar tenha essa sobrecarga. Isso o desmotiva a trabalhar. Uma vez desmotivado, pode acontecer um acidente por falta de atenção. Então, o trabalho de saúde mental é importante para que ele tenha um desenvolvimento melhor do seu trabalho dentro da Corporação. E quanto a Capelania, é um outro trabalho importante porque os militares podem através do acompanhamento espiritual somado ao psicológico, obter dessa junção, uma saúde mental seja melhorada levando qualidade de vida para o militar e sua família”, explica o Comandante.

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Atendimento em Guajará-Mirim

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 Marlene e Aline Sousa, psicóloga prestadora voluntária.  

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