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Rondônia - 5/2/2014 - Noticia
 ENCHENTES EM RONDÔNIA
Rios de Rondônia sobem e deixam órgãos de defesa em alerta no estado. Em Porto Velho, Rio Madeira registrou cota de 18,98 nesta terça-feira, 04.02.2014. Rolim de Moura decretou estado de emergência. Em Cacoal, rio invadiu casas.

Defesa Civil Estdual monitora enchentes em várias cidades de Rondônia... 

 

Em Cacoal, rios invadiram casas (Foto: Fernanda Bonilha/G1)

O nível do Rio Madeira, em Porto Velho, continua subindo e preocupando moradores e a Defesa Civil. Nesta terça-feira (4), a cota registrada foi 15,98 metros, 10 centímetros a mais que o registrado na segunda-feira (3), quando marcou 15,88 metros. Por conta do aumento, a correnteza provocou um desbarrancamento. Como consequência, uma peça importante da época de instalação do complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), uma caldeira, caiu no rio. A Defesa Civil monitora diariamente o nível do Madeira para evitar que famílias que vivem em áreas de risco fiquem desabrigadas. E essa preocupação se estende também a alguns municípios de Rondônia.

Em Ji-Paraná, o Rio Machado atingiu 9,80 metros no domingo (2), mas na segunda-feira (3) reduziu para 9,53 metros. Mesmo próximo da cota de transbordamento - 10 metros - o Corpo de Bombeiro no município não considera que o atual nível do rio preocupa. Segundo a corporação, a preocupação deve começar quando a chuva atingir a cabeceira do rio, localizada em Pimenta Bueno. “O nível do rio abaixou mesmo com muita chuva. Porém temos que ficar de olho. A cota de 9,53 metros não é motivo de pânico, mas 10 metros temos que pedir que as pessoas saiam de suas casas”, diz o tenente Santos.


Em Cacoal, o grande volume de chuva que caiu na segunda (3) e nesta terça-feira (4), causou preocupação aos moradores. Os rios Pirarara e Tamarupá, que cortam o município, subiram e invadiram as casas de moradores ribeirinhos. De acordo com a Secretaria Muncipal de Meio Ambiente, os rios estão sendo monitorados durante todo o dia e esse trabalho será realizado para conseguir prever estado de alerta aos moradores. A medição é feita com uma trena de cima da ponte, onde os técnicos da secretaria verificam quantos metros faltam para que o rio chegue ao mesmo nível da ponte, causando assim transbordamento.


Em Ariquemes, o nível do Rio Jamari está em zona de atenção conforme dados da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM). Na segunda-feira, a cota registrada foi de 9,22 metros. O órgão não soube informar o nível de transbordamento do rio. O ano em que o rio Jamari atingiu sua cota mais alta foi em 1998, quando chegou a 12,33 metros, segundo o engenheiro civil do órgão, Franco Turco Buffon do CPRM. A Defesa Civil afirma que monitora a situação dos ribeirinhos diariamente, no entanto, o órgão não soube informar quantos moradores podem ser prejudicados, caso o nível do rio continue aumentando.

 

Em Rolim de Moura, em menos de uma semana houve duas enchentes e foi decretado estado de emergência. No entanto, não há como prever novas enchentes, segundo o comandante do Corpo de Bombeiros no município, José Carlos Trevisoli. Ele explica que os igarapés e córregos nascem no perímetro urbano e por serem pequenos, eles enchem com as fortes chuvas e logo esvaziam. “Aqui a enchente é localizada, ela ocorre exatamente na hora da chuva”. Em relação ao Rio Anta, que corta a cidade, o comandante afirma não ser possível fazer o controle porque a cabeceira fica no município de Santa Luzia Do Oeste.

Enchente destrói ponte em Rolim de Moura (Foto: Alex Souza Alerta Notícias)

 

Em Vilhena, de acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros, José Marcos Pereira, não é feito o controle do nível dos rios porque eles não oferecem risco à população. Segundo o sargento, os principais rios da cidade são Barão do Melgaço, Piracolino e o igarapé Pires de Sá, que é o mais próximo da área urbana.

Defesa Civil Estadual em ação

Desde o início das enchentes que até então atinge Rondonia, a Defesa Civil Estadual, sob a coodenação do Cel BM Lioberto Ubirajara CAETANO de Souza, está monitorando o nível dos rios das cidades invadidas pelas enchentes, através de suas unidades operacionais e conta com efetivo de bombeiros militares de prontidão para pronto emprego em caso de necessidade nestas localidades.


Texto: TCel BM Gregorio com a colaboração do G1 RO.

 
Fonte: Comunicação Social do CBMRO
 
 
 
 
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